sábado, 13 de abril de 2013
sexta-feira, 12 de abril de 2013
A ética
A ética de Santo Agostinho é inoquivocamente uma ética do Amor, mais precisamente de dilectio e, em linguagem cristã, da charitas. Trata-se da filosofia dividida em três partes: física, lógica, ética( que têm como termos correspondentes latinos a filosofia natural, racional,moral). A ética, um dos termos da similitude apresentada no De Civitate Dei, trata do bem supremo. Ora, a aquisição desse bem implica também um ato voluntário. Podemos então, através da vontade, passar para a similitute trinitária memoria, intellegentia, voluntas - exposta no De Trinitate - para compreendermos o fundamento último da ética agostiniana.( De BONI, Luis Alberto, Idade Média, Ética e Política, 2ªed.1996. p.41 e p.57)
Corpo/Alma em Agostinho
Agostinho defendeu a superioridade da alma humana, isto é, a supremacia do espírito sobre o corpo, a matéria. A alma teria sido criada por Deus para reinar sobre o corpo, para dirigi-lo à prática do bem. O homem pecador, entretanto, utilizando-se do livre-arbítrio, costuma inverter essa relação, fazendo o corpo assumir o governo da alma. Provoca, com isso, a submissão do espírito à matéria, equivalente à subordinação do eterno ao transitório, da essência à aparência. Mas a verdadeira liberdade estaria harmonia das ações humanas com a vontade de Deus. Ser livre é servir a Deus, pois o prazer de pecar é a escravidão.
Segundo o filósofo, o homem que trilha a via do pecado só consegue retornar aos caminhos de Deus e da salvação mediante a combinação de seu esforço pessoal de vontade e a concessão, imprescindível, da graça divina. Sem a graça de Deus, o homem nada pode conseguir. E nem todas as pessoas são dignas de receber essa graça, mas somente alguns eleitos, predestinados à salvação. (COTRIM, Gilberto. Fundamentos De Filosofia, editora: Saraiva, 15ª ed. 2000. p.119)
Segundo o filósofo, o homem que trilha a via do pecado só consegue retornar aos caminhos de Deus e da salvação mediante a combinação de seu esforço pessoal de vontade e a concessão, imprescindível, da graça divina. Sem a graça de Deus, o homem nada pode conseguir. E nem todas as pessoas são dignas de receber essa graça, mas somente alguns eleitos, predestinados à salvação. (COTRIM, Gilberto. Fundamentos De Filosofia, editora: Saraiva, 15ª ed. 2000. p.119)
Aureliano Agostinho(354-430) nasceu em Tagaste, província romana situada na África, e faleceu em Hipona, hoje localizada na Argélia. Nesta cidade ocupou o cargo de bispo da Igreja católica. Até completar 32 anos, Agostinho não era cristão. Teve uma vida voltada aos prazeres do mundo. De uma ligação amorosa ilícita para a época, nasceu-lhe o filho Adeodato. Foi professor de retórica em escolas romanas.
Em sua formação intelectual, Agostinho Sentiu-se despertado para a filosofia pela leitura de Cícero. Posteriormente, deixou-se influenciar pelo maniqueísmo, doutrinha persa que afirmava ser o universo dominado por dois grandes princípios opostos, o bem e o mal, mantendo uma incessante luta entre si.
Mais tarde, já insatisfeito com o maniqueísmo, viajou para Roma e Milão, entrando em contato com o ceticismo e, depois, com o neoplatonismo, movimento filosófico do período greco-romano, desenvolvido por pensadores inspirados em Platão, que se espalhou por diversas cidades do Império Romano, sendo marcado por sentimentos religiosos e crenças místicas. Cresceu e aprofundou em Agostinho uma grande crise existencial, uma inquietação quase desesperada em busca de sentido para a vida. Foi nesse período crítico que ele se encontrou com Santo Ambrósio, bispo de Milão, sentindo-se extremamente atraído por suas pregações. Pouco tempo depois, converteu-se ao cristianismo, tornando-se seu grande defensor pelo resto da vida.
Assinar:
Postagens (Atom)